sábado, 24 de abril de 2021
quarta-feira, 10 de março de 2021
Solteiro
Há uma grande verdade hoje nas relações que explica porque está tão difícil "dar certo" - NÃO EXISTE NINGUÉM que esteja realmente SOLTEIRO e disponível de alma. Esta é a verdade simples, direta e assustadora. (...) Você pode se perguntar -"Ué, mas eu tô sem ninguém"!!!!
- Mas está "casada" com aquele seu ex que até hoje você não rompeu os laços de mágoa, abandono, paixão e ilusão.
- Mas está "casada" com seu pai ou sua mãe, exercendo a função de um dos dois para suprir a ausência de um deles na família e não enxerga isso - mas quem encosta em você sente na energia e pede pra sair.
- Mas está casada com alguma crença do tipo "eu não dou certo", "homens não prestam", "mulheres só querem dinheiro", e estas suas crenças ocupam o lugar de alguém que poderia estar ao teu lado. Você no fundo se acostumou a isso e tem medo de ousar ser feliz.
Por alguns destes motivos, quando você se relaciona, namora, noiva e casa... As coisas parecem tão difíceis, embora simples. Na maioria das vezes, energeticamente você vive um triângulo amoroso ou quarteto amoroso com a pessoa de carne e osso, e a "outra" citada acima. Ou você rompe de vez e coloca um ponto final nos seus "casos mal resolvidos ou nem entendidos", ou os zumbis que deixou vão ser vampiros ávidos do sangue da tua felicidade real. E você vai dizer que “não dou certo com ninguém”.
Por Jordan Campos
quarta-feira, 3 de março de 2021
A DOR QUE DÓI MAIS
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
A mulher de trinta anos
Existe uma expressão muito famosa oriunda da literatura que chama algumas mulheres de "balzaquianas". Mas o que vem a ser isso?
O termo Balzaquiano entrou para o dicionário português não só como "algo relativo à obra de Balzac", mas também como um adjetivo para qualificar pessoas com mais de trinta anos, especialmente na forma feminina.
Essa expressão vem de um livro, La Femme de trente ans, um romance do autor francês Honoré de Balzac, escrito entre 1829 e 1842. O livro conta a história de Julie, a infeliz heroína, uma mulher burguesa e deprimida por causa de seus problemas sentimentais e seu casamento fracassado. O romance traz uma linguagem difícil e profunda, mas é também uma obra revolucionária e escândalosa para a sociedade parisiense do início do século XIX.
A protagonista que viveu um casamento distante e infeliz, levava a vida de forma melancólica. Então ela acaba buscando sentido em várias coisas e pessoas e não o encontra nem mesmo na maternidade.
Mas aos 30 anos, essa mulher se torna madura, mais confiante. Julie está no auge de sua sexualidade e mais segura de si. E logo ela começa a se apaixonar de verdade e sua vida ganha novas cores.
O livro defende a ideia de que a mulher mais velha ou mais experiente é muito mais interessante do que uma mulher mais nova.
“As moças costumam criar nobres, encantadoras imagens, figuras totalmente ideais, e forjam ideias quiméricas sobre os homens, sobre os sentimentos, sobre o mundo; depois atribuem inocentemente a um caráter as perfeições com que sonharam e a ele se entregam; amam no homem de sua escolha essa criatura imaginária; porém, mais tarde, quando já não há tempo de se livrar da desgraça, a aparência enganadora que embelezaram, o primeiro ídolo enfim transforma-se num esqueleto odioso.” (trecho do livro)
No dia 30 de maio desse ano que se passou, eu completei 30 anos. Eu me tornei uma mulher balzaquiana e cheguei a algumas conclusões.
A mulher balzaquiana aprendeu muito com seus próprios erros. De tropeço em tropeço, hoje ela se mantém em pé, de cabeça erguida e não é qualquer coisa que a consegue derrubar. Ela sabe diferenciar solitude de solidão, assim como ela sabe diferenciar quem está ao seu lado de quem está apenas com ela. Ao seu lado existem centenas, quem está com ela são poucos, quem está por ela, menos ainda.
Ela tem amigos dentro de si, o tempo, a geografia os distanciou. Eles não estão ao seu lado, mas estão com ela, por ela. Eles sempre serão seus melhores amigos.
Mas a verdade é que ela é sua própria melhor amiga! Pois sabe apreciar sua própria companhia. Ela fala sozinha, porque não há melhor companhia para se dialogar, senão a sua. Ela se basta por si mesma, porque aprendeu com muita dificuldade a olhar para dentro de si e a ter amor próprio. Afinal, tudo que ela realmente precisa é dela mesma e de Deus.
Ela aprendeu o valor da palavra, da que tem que ser dita do jeito certo e da que não precisa ser falada. Ela prefere o silêncio. Ele é capaz de dizer coisas importantes que seus ruídos jamais poderiam dizer pois nossas muitas vozes são falhas, dúbias, muitas vezes arrogantes. O silêncio acerta.
A mulher balzaquiana se conhece bem, é madura, experiente e por conta disso, mais racional. Ela não aceita menos do que merece. Nem tudo a agrada, nem tudo a engana. Porque sua vivência dá a ela a sensação de que "já viu esse filme" e aí, meu amigo, ela tira de letra. Ela é forte e passou por muitas coisas, mas aprendeu a amar sua própria história pois foi através dela que ela pôde se reconstruir um milhão de vezes e hoje tem seu caráter forjado.
A mulher de trinta anos, assim como Jesus que começou sua missão no mundo com essa mesma idade, está pronta pra sua própria missão de vida, da vida que ela escolheu.
Ela é muito mais do que os olhos podem ver, ela é muito mais do que um amontoado de palavras a poderiam descrever. Ela é e pronto. A mulher balzaquiana, que eu sou, não se resumo a um texto. Mas essas palavras trazem uma partícula da imensidão do universo que é ser mulher. Porque essa mulher não se trata apenas de você e eu, ela é múltipla, ela é infinita. Ela é.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
Non ducor duco
Eu penso que se não tomarmos os "lemes" de nossas vidas, podemos ser levados para várias direções ou para direção nenhuma. Se não tomarmos iniciativas para conduzirmos nossos sonhos e objetivos, vamos viver um roteiro escrito previamente, vamos levando as coisas de qualquer jeito, sem um propósito.
Sendo assim, não posso e nem devo julgar, mas trago à tona essa questão para vocês a fim de propor reflexões.
terça-feira, 1 de setembro de 2020
Sobre o Setembro Amarelo, é bom lembrar desse texto do Rubem Alves:
"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. (...) Para ouvir não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio de dentro. Ausência de pensamento. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia."
sábado, 25 de julho de 2020
(Via Marcia Oura)






